





Mais um desafio do "Desenhando sobre as Palavras"! Faz uma ilustração do seguinte texto (concurso aberto até ao próximo dia 12 de Dezembro):
“Eram de todas as cores, desde o preto brilhante dos sapatos acabados de engraxar até ao branco da morte, embora a maioria fosse de um tom rosado. Algumas estavam nuas. Outras tinham só uma peça de vestuário, uma meia, uma t-shirt ou um gorro. Havia algumas que estavam vestidas na perfeição, com vestidos de baile com uma faixa à cintura, capas debruadas a renda e saias compridas com fitas penduradas. Eram todas bastante diferentes, mas tinham uma coisa em comum: um olhar esgazeado, louco, sem pestanejar. Tinham sido concebidas para passarem por crianças, mas o seu olhar denunciava-as. As crianças nunca olhavam assim para ninguém. Quando passava pelas bonecas, Peter sentia-se observado e, quando não estava no quarto, desconfiava de que todas elas, as sessenta, estavam a falar dele.”
De seu nome completo Adolfo Correia da Rocha, adoptou o pseudónimo de Miguel Torga porque, segundo ele:
"eu sou quem sou. Torga é uma planta transmontana, urze campestre, cor de vinho, com as raízes muito agarradas e duras, metidas entre as rochas. Assim como eu sou duro e tenho raizes em rochas duras, rígidas."
Miguel Torga nasceu em São Martinho de Anta, Vila Real, a 12 de Agosto de 1907 e morreu em Coimbra, a 17 de Janeiro de 1995. Foi um dos mais importantes escritores portugueses do séc.XX.
Filho de gente humilde do campo, frequentou brevemente o seminário e emigrou para o Brasil em 1920, com doze anos, para trabalhar na fazenda do tio, na cultura do café. O tio, apercebendo-se da sua inteligência, patrocina-lhe os estudos. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925 regressa a Portugal onde, em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro, "Ansiedade", de poesia.
É em Coimbra que exerce a sua profissão de médico, a partir de 1939, e onde escreve a maioria dos seus livros.
As terras agrestes tramsmontanas, de onde era originário, são pano de fundo da maior parte da sua obra.
Escrito em 1940, Bichos é um clássico da literatura portuguesa.
Aproveitamos o Dia Internacional da Biblioteca Escolar para lançar o 1º boletim da nossa Biblioteca.
A Ilda Oliveira
e o José Paula Santos contaram histórias de terror e de fazer rir.
Os alunos do 6ºJ gostaram e agradeceram com beijos voadores.
No fim distribuiram-se brindes, quadras com doces
e tirou-se uma fotografia de grupo.
Obrigado à Ilda e ao José!
No próximo dia 22 de Outubro vai assinalar-se o Dia Internacional da Biblioteca Escolar.Almeida, José Lúcio Ribeiro, Um olhar musical pelos resíduos. Ministério do Ambiente-Instituto dos Resíduos.
(cota: 781.91 ALM olh)